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sábado, 17 de janeiro de 2015

Projeto Mid-Season 2015: séries para ficarmos de olho (parte 1)

Pronto para adicionar novas séries?


E aqui estamos, procurando novas séries para nos apaixonarmos. A Mid-Season 2015 começou há pouco e já teve oito estreias entre os dias 04 e 16 de janeiro. 

Como em qualquer parte do ano, sempre há séries muito boas vindo e, com elas, algumas bombas no pacote. Para você não perder tempo com atrações que não valem a pena adicionar na sua grade de programação, criei uma lista com os seriados para, pelo menos, ficarmos de olho. O saldo foi positivo, pois entre às oito estreias já realizadas, cinco estão aqui. Vamos a elas?


Marvel's Agent Carter




Título: Marvel's Agent Carter
Canal: ABC
Dia de estreia: 06/01
Número de episódios já exibidos: 3
Dia de exibição nos EUA: terça-feira

O universo Marvel ampliam-se ainda mais com a versão televisiva da personagem Peggy Carter, mais conhecida como Agent Carter, já famosa pelos quadrinhos e filmes do Capitão América

Uma produção da Marvel Television, junto com a ABC Studios, Agent Carter vem no período de pausa de Agents of S.H.I.E.L.D (que volta dia 03/03) para trazer aos fãs mais uma forma de se acompanhar uma história do universo Marvel.

Assistindo aos dois primeiros episódios, que foram ao ar no mesmo dia, em sequência, uma palavra não saiu da minha cabeça: diversão. Agent Carter, além de muito bem produzida, é uma série muito divertida de se assistir...muito mais do que Gotham, por exemplo!!!

A primeira temporada da série terá oito episódios.

Veja um dos trailers:





Empire




Título: Empire
Canal: FOX
Dia de estreia: 07/01
Número de episódios já exibidos: 02
Dia de exibição nos EUA: quarta-feira

Essa é para quem curte séries com muita música envolvida, principalmente hip-hop. Inspirado em King Lear, de William Shakespeare, e The Lion in Winter, de James Goldman, Empire é um drama musical sobre uma família dona de uma grande gravadora, a Empire Enterprises.

Diagnosticado com uma doença cerebral, Lucious Lyon começa a planejar qual filho vai comandar a empresa. Um tem mais contato com a música, outro é melhor com os negócios, já o terceiro é talentoso, bom cantor e compositor, porém, precisa lidar com o fato do pai não aceitá-lo em ser gay.

Como se não bastasse a doença e a incerteza quanto ao futuro da Empire Enterprises, Lucious ainda precisa lidar com um velho fantasma do passado.

Bem recepcionado pela crítica, e com alta audiência, registrando 9.90 milhões de telespectadores, Empire tem um carão de novela, mas teve uma estreia bem bacana. Muitas perguntas foram ficando pelo ar, mas vamos com calma, pois (provavelmente) elas serão respondidas mais para frente.

Veja o trailer:





Togetherness




Título: Togetherness
Canal: HBO
Dia de estreia: 11/01 
Número de episódios já exibidos: 01
Dia de exibição nos EUA: domingo


Nova comédia da HBO, Togetherness mostra a vida de quatro pessoas que moram juntas. Brett, um designer de som de cinema, é casado com Michelle, com quem tem duas crianças. Até então eles moram sozinhos, mas, no mesmo dia, Brett recebe uma ligação do seu amigo dos tempos de escola Alex Pappas, um ator fracassado, dizendo que precisa de um lugar para ir morar pois acabou de ser despejado do seu apartamento e está completamente sem grana, enquanto Michelle precisa confortar sua irmã, que foi chutada por um carinha que estava ficando com ela. Tina, a irmã de Michelle, mora em Houston, mas diz estar cansada de ter que começar tudo novamente e pede para ficar em Los Angeles; claro que a irmã aceitou.


O primeiro episódio, com duração de 27 minutos, é bastante introdutório, dedicando-se a nos mostrar as caraterísticas pessoais dos personagens. Mesmo assim, dá para se apaixonar logo de cara pela série, que aparenta ser promissora e já nos faz torcer para que Alex e Tina fiquem juntos.


O seriado, que tem nota 7.6 no IMDb até o momento, está previsto para ter oito episódios nesta primeira temporada.


Veja o trailer:





Eye Candy




Título: Eye Candy
Canal: MTV
Dia de estreia: 12/01 
Número de episódios já exibidos: 01
Dia de exibição nos EUA: segunda-feira



Lindy Sampson, uma hacker de 21 anos, vê sua vida mudar quando descobre que está sendo perseguida virtualmente por uma espécie de stalker/serial killer. O misterioso homem, ao invés de atacar Lindy, passa a feri-la de outra maneira: eliminando pessoas que ela gosta. Como se não bastasse ter que enfrentar este tipo de situação, Lindy ainda dedica seu tempo a tentar achar sua irmã, raptada há três anos. 


Uma hacker sendo perseguida por um cyber stalker/serial killer? Hum...gostei!! O primeiro episódio é muito bacana e bem pesado, com bastante mortes; não só dá para ver como é, até o momento, a grande surpresa desta Mid-Season 2015.


Eye Candy, que foi inspirada no livro de Robert Lawrence Stine, terá 10 episódios nesta primeira temporada.


Veja o trailer: 





12 Monkeys






Título: 12 Monkeys
Canal: Syfy
Dia de estreia: 16/01
Número de episódios já exibidos: 1
Dia de exibição nos EUA: sexta-feira

O ano é 2043. O mundo vive um período crítico, onde bilhões de pessoas morrem devido à um vírus devastador. Para tentar "apagar" este capítulo da história da humanidade, um homem chamado Cole é enviado ao passado, mais precisamente ao ano de 2013, para poder colher informações sobre os causadores deste vírus e, assim, tentar impedi-los.

Desenvolvida por Terry Matalas e Travis Fickett, 12 Monkeys é uma adaptação do filme de 1995, que por sua vez foi inspirado no filme francês La Jatée, de 1962.

Das estreias até o momento, 12 Monkeys foi a que teve uma Series Premiere que mais me impressionou. Não assisti ao filme, que conta com Bruce Willis e Brad Pitt no elenco, mas pelo o que vi nos 43 minutos iniciais, a história parece ser muito boa e, principalmente, viciante.

A primeira temporada está prevista para ter 13 episódios. 

Assista ao trailer: 




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Segunda temporada de Twin Peaks: viciante e instigadora

The fire walk with me





Texto com spoilers (até o episódio 2x10)


Eu dei um intervalo em torno de quatro ou cinco meses entre o término da primeira temporada e o início da segunda de Twin Peaks. Calendário apertado, muitas séries na grade, enfim, foram vários os motivos que me fizeram ficar quase meio ano para dar o “start” na última temporada da atração do canal ABC (que agora vai voltar com a Showtime), tempo o suficiente para eu esquecer como Twin Peaks é viciante, como é boa.

Se a primeira temporada já nos deixa aflitos para sabermos logo quem assassinou a jovem Laura Palmer, a segunda nos mata ainda mais a cada episódio. Ela mexe muito mais com o subconsciente dos personagens (ou a famosa “cena maluca” que ninguém entende), nos traz muito mais símbolos para quebrarmos nossas cabeças com teorias sobre quem é o verdadeiro assassino. 

Não consigo achar melhores palavras para definir Twin Peaks senão viciante e instigadora. Não é uma série para você simplesmente acompanhar o agente Cooper e o distrito policial da cidade tentando desvendar o crime, a série pede a sua participação a todo instante te estimulando a pensar, a tentar criar sua própria linha de raciocínio para achar o culpado pelo assassinato que abala a cidade. Não há uma linha que vai sendo seguida episódio a episódio te deixando mais perto da resposta, tudo é muito aberto. Se você quiser “participar da série”, você vai pegando, mas se quiser apenas assisti-la, fica no vazio até o episódio que o culpado finalmente é revelado. Isso é demais!!!

O engraçado é que Twin Peaks nos estimula tanto a pensar, deixa tudo tão em aberto e, de uma hora para outra, com muitos episódios faltando para o seu término, nos joga na cara quem é o culpado. Acredito que isso não seria a ordem natural das coisas, mas a atração vinha perdendo audiência, então fazer a revelação era necessário.

E quando achamos que temos tudo na mão, quando no sétimo episódio descobre-se que quem matou a Laura foi o seu próprio pai, descobrimos que na verdade esse pode ser somente o início da história.



Fiquei muito surpreso com a revelação do assassino, não pelo fato de ser o pai da Laura, mas pela “rapidez” com que foi feito, vide que a série acaba no episódio 22, ou seja: havia muita coisa para ser contada ainda. Meu primeiro pensamento foi: “E agora, a série acabou e o resto vai ser só enrolação?”. Ainda estou no episódio 10 e, pelo o que eu pude perceber, o assassinato acabou se tornando apenas pano de fundo para algo maior. Ao que tudo indica (irei conferir nos próximos dias) agora a caça será contra Bob (foto acima). 

Twin Peaks já revelou seu assassino, mas muitas perguntas novas surgiram e estão aí para serem respondidas. Para mim ainda faltam 12 episódios para eu dizer que já vi a série inteira, é muita coisa. Se continuar neste ritmo, certamente entrará na lista de séries que eu indico para os meus amigos (e olha que essa lista só tem de The Sopranos, Breaking Bad e Six Feet Under para cima).

Quando eu terminar Twin Peaks eu volto com um novo post fazendo minhas considerações finais e falando também sobre o retorno da série em 2015, agora pelo canal Showtime, após 25 anos.

sábado, 26 de julho de 2014

Twin Peaks: quem matou Laura Palmer?

Em 1990, Estados Unidos parava para acompanhar Twin Peaks, série produzida pela ABC


Texto sem spoilers

Se entre maio 1988 e janeiro de 1989 o Brasil parou na frente da televisão para tentar descobrir quem matou Odete Roitman, entre os meses de abril de 1990 e 10 de junho de 1991 foi o outro lado do continente (EUA) que ficou pregado no canal ABC para descobrir quem assassinou a jovem Laura Palmer, no seriado Twin Peaks.

Em 30 episódios, divididos em duas temporadas, Twin Peaks, criada por Mark Frost e David Lynch, conta a história de uma cidade fictícia de Washington, cujo dá nome a série, um local aparentemente pacato, mas que se mostra um reduto de mistérios a partir do assassinato da jovem e popular Laura Palmer.

Logo nos primeiros segundos o tema principal é introduzido: o corpo de Laura é encontrado, em um plástico, à margem de um rio. E aí começa uma verdadeira investigação, cujo envolve até o FBI, para descobrir como e quem tirou a vida da jovem.

De início, assistindo somente ao primeiro episódio, que dura 1h30min, vê-se que todo o desenrolar do seriado será em cima do crime cometido, mas que ele, na realidade, é apenas o começo da história, pois a cada episódio Twin Peaks vai desfazendo a imagem de um bom lugar para se viver para se mostrar uma cidade "suja", com seus moradores revelando segredos que até então aparentavam estar bem guardados.

E se com Twin Peaks e seus moradores a boa imagem vai se desfazendo aos poucos, com Laura Palmer não é diferente. A figura de uma jovem encantadora, com uma vida feliz e muitos sonhos pela frente, começa a ser desfeita a cada episódio, nos fazendo perguntar até que ponto ela "contribuiu" para sua morte.

Tentar criar teorias sobre seu assassinato e sobre quem a matou é quase que impossível, uma vez que com o passar da história ela vai ficando ainda mais turva, com a lista de suspeitos, ou pelo menos a lista de pessoas não confiáveis, aumentando.

Envolvendo drama, mistério, terror e até um pouco de sobrenatural, Twin Peaks, apesar de ter sido produzida há 24 anos, se mostra atual (dentro das limitações da época). Só de assistir ao primeiro episódio já dá para entender o porquê dos Estados Unidos terem parado, literalmente, toda a vez que a atração entrava no ar. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Final de Lost completa quatro anos

Não tem como deixar a "comemoração" do final de Lost passar em branco, mesmo tendo sido ruim


Confesso que não estou tendo muita paciência para escrever ultimamente, mas Lost é Lost e, apesar de um final bem ruim, merece a "comemoração" de quatro anos do "The End part 2", que marcou o último episódio da série do canal ABC.

Sim, caros leitores, no dia 23 de maio de 2010 ia ao ar o último episódio da série que revolucionou a televisão mundial e, como não poderíamos deixar de comentar, deixou muitos fãs furiosos com o desfecho da história.

Eu posso me incluir no time dos que não gostaram do final (o que é maioria), mas não me encaixo no time dos que acharam que foi uma grande decepção e que tudo o que Lost havia apresentado anteriormente tinha ido por água abaixo.

Mesmo com o final ruim (mas que eu diria aceitável), continuo sendo fã desta série maravilhosa, que hoje completa quatro anos do seu último episódio. 

Com um final ruim ou não, com certeza ela está na minha lista de seriados que deixou saudades.