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domingo, 19 de abril de 2015

Levantamento do que estou vendo...ou do que sobrou

Muitas séries excluídas e muitas outras para começar a ver




Caramba, quanto tempo eu não escrevo por aqui. Sim, eu sei que o blog ficou abandonado por quase dois meses, mas eu tenho uma boa desculpa: precisei me preparar para uma prova super complicada, que demandava praticamente todo o meu tempo livre aos estudos e, com isso, não sobrou tempo para escrever, ou pior: não consegui nem ver seriados. Viu, não falei que era uma boa desculpa? Espero que vocês possam me perdoar.

Agora estou de volta e achei justo fazer um post comentando às séries que estou assistindo atualmente. Já vou adiantando que larguei muitos seriados, pois estou com muita série boa que nunca sai da lista "assistir futuramente" pelo fato deu perder tempo vendo séries que eu nem acho tão interessantes assim, como The Last Man on Earth (foto abaixo), Bates Motel, The Blacklist, que eu achei do cacete até a metade da segunda temporada, mas que já deu para mim, Stalker, outra que eu comecei super entusiasmado e fui perdendo o fôlego aos poucos, e Gotham, que eu já não aguentava mais assistir nem os seis primeiros minutos de cada episódios.



Nossa, a lista de séries abandonadas foi grande! Dessas todas, a que eu senti mais pena de tirar da grade foi The Last Man on Earth, pois era uma comédia que eu levava muita fé e que realmente me proporcionou bons momentos, mas que parece estar se perdendo. Os caras não estão conseguindo ser fiéis nem ao título da série, com novos personagens surgindo praticamente em todos os episódios. Complicado, mas vai ver eu sou um cara muito rabugento e quero levar comédias muito à sério, afinal a atração do canal Fox vai bem na audiência e já garantiu a segunda temporada.

Se as séries citadas acima já são passado na minha vida, Vikings, da History Channel, é presente e futuro. O que está sendo essa terceira temporada? Um episódio sensacional atrás do outro até chegarmos à épica batalha em Paris, no episódio 3x08. Sim, o Floki voltou a ficar nojento demais, porém, desta vez ele tem razão. Quem conhece a história dos Vikings sabe que o conflito religioso do Ragnar é algo muito preocupante (irei parar por aqui para não dar spoiler). Aliás, existe spoiler de Vikings? Sempre tive essa dúvida, afinal é uma série histórica. Particularmente acho que não, mas vou respeitar quem acha que há e não falarei muito sobre a questão do Ragnar e o catolicismo.

No mesmo estilo de Vikings, comecei a quinta temporada de Game of Thrones. Sim, vazaram os quatro primeiros episódios, mas só vi o primeiro, que foi muito legal, por sinal. Confesso que estou bastante preocupado com o relacionamento da Khaleesi com os seus dragões. 



Terminei a primeira temporada de 12 Monkeys e Better Call Saul, duas séries maravilhosas. Agora estou fazendo maratona de Curb your Enthusiasm, comédia da HBO dos anos 2000 estrelada por Larry David, um dos criadores de Seinfeld. Falando em séries antigas da HBO, também comecei a ver The Wire e já estou viciado.

Com a minha grade praticamente vazia, agora é esperar pelo retorno de Hannibal e Recify, a segunda série da minha vida, atrás de Six Feet Under, é claro.

Mais para frente eu volto aqui, com mais calma, para falar sobre a quinta temporada de Game of Thrones e o final épico que estar por vir na terceira temporada de Vikings. Até lá :)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Rectify: um novo Daniel Holden começa a surgir

Segunda temporada de Rectify mostra um "novo" Daniel Holden




Texto com Spoilers (até o episódio Weird as you - S02E07)

Um Daniel ainda deslocado, tendo todos os seus passos vigiados pela mãe e pela irmã, como vimos na primeira temporada de Rectify, parece estar dando lugar para um "novo" personagem a partir do segundo ano da atração da SundanceTV.

Não que Daniel Holden esteja recuperado dos traumáticos 19 anos no corredor da morte, sob a acusação de estuprar e assassinar sua então namorada Hanna. Na verdade, isso é algo que ele vai levar para o resto da vida, mas ele agora parece começar a caminhar com os próprios pés, mesmo que os caminhos que esteja percorrendo sejam perigosos.

Mais independente, mais perdido, mais aventureiro: esse é o Daniel após se recuperar do espancamento no cemitério. E o interessante é que isso acontece justamente depois dele encarar mais uma situação de morte. Ser envolto de vez pelos braços da mãe e da irmã, e em alguns momentos pelos de Tawney, talvez fosse a reação mais natural do personagem, mas não foi isso o que aconteceu.

Daniel está cada vez mais se afastando das pessoas que estão aptas parar lhe trazer segurança física e espiritual, e incluo nessa lista, além de Jane, Amantha e Tawney, seu amigo de corredor da morte Kerwin Whitman, que apesar de ter sido executado antes da libertação de Daniel, ainda habitava em sua mente, nos presenteando com diálogos maravilhosos.

Assista aos trailers da primeira e segunda temporadas de Rectify e veja a mudança que o personagem está passando:





Por mais que possa parecer auto-destrutivo, o novo comportamento de Daniel é completamente compreensível. Após quase duas décadas encarcerado, dentro de um regime rigoroso, ele é libertado, mas não se sente completamente livre, uma vez que se depara com duas novas prisões: o regime na qual família o impõe e às limitações da cidade onde vive e dos moradores que lá habitam. Na realidade, Daniel apenas troca de prisão.

Uma semana após estar em "liberdade", se vê cercado novamente pela morte, sendo atacado brutalmente por alguns moradores que querem fazer justiça com às próprias mãos. Após viver quase duas décadas aguardando a morte e depois, quando achava que não iria encontrá-la tão cedo, encará-la novamente, nada mais natural do que tentar fugir de todos o tipo de prisão e viver o que há do lado de fora.

Se Daniel cada vez mais segue seu espírito desbravador, é claro que suas consequências, boas ou ruins, não irão afetar somente a ele, mas todos ao seu redor, afinal, Rectify não é apenas uma série para mostrar a tentativa de uma pessoa que viveu 19 atrás das grades em voltar a ser uma ser social, mesmo com todas às fissuras provocadas, mas é também uma série que mostra o outro lado da história: o lado de quem precisa saber lidar com um tipo de pessoa que passou o que Daniel passou.


Acompanhar os três últimos episódios da segunda temporada de Rectify tem tudo para ser uma experiência e tanto, principalmente agora que a possibilidade do personagem voltar ao encarceramento é grande, ou seja: quando Daniel começa a levar sua vida adiante, a possibilidade de enfrentar novamente seu passado e voltar ao ponto de partida parece ser assustador para alguém que está tão perdido como ele está. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Novos seriados, novos amores

Rectify, Oz, Six Feet Under e Penny Dreadful: minhas novas séries, meus novos amores


Texto sem spoilers

Entre os seriados que eu estava vendo e que chegaram ao fim e os que entraram de férias, senti que a minha grade estava ficando vazia demais, e que era a hora de iniciar novas atrações. No total são quatro novas séries que estou vendo no momento (nem todas atuais, como Oz e Six Feet Under) e, depois de alguns episódios/temporadas, estou morrendo de amores pelas minhas novas escolhas.

Eu poderia começar falando das mais recentes, ou das que já acabaram, mas não vou conseguir iniciar este texto sem falar de uma das melhores coisas que eu já vi em toda a minha história como seriador: Rectify.



Alguém aí já ouviu falar desta produção da Sundance Channel? Quem ainda não ouviu falar, não sabe o que esta perdendo, enquanto quem já conhece sabe o quão maravilhosa é a atração criada por Ray McKinnon, que atualmente está na segunda temporada.

A verdade é que inicialmente eu nem estava muito por dentro da história, mas senti vontade de ver mesmo assim pelo selo "Breaking Bad de qualidade", uma vez que os produtores da série que tem Walter White como protagonista, Melissa Bernstein e Mark Johnson, estão envolvidos no projeto.

Rectify conta a vida de Daniel Holder, que fora preso ainda adolescente, acusado de estuprar e matar sua namorada, Hanna. Depois de passar 19 anos no corredor da morte, uma nova evidência coloca em xeque a culpa de Daniel, que então é libertado. Ele volta para casa, para junto da sua família, mas tem problemas para se relacionar com pessoas e com o mundo externo, devido ao tempo de exclusão. 

E esse é o grande ponto da série: Daniel tentando se readaptar ao novo mundo em que vive. 

A atração é super bem produzida, e os diálogos envolvendo o personagem principal são simplesmente maravilhosos, algo que nos faz parar para refletir sobre como é bom viver a vida e quão duro, psicologicamente falando, pode ser a vida de uma pessoa que está totalmente "desligada" do mundo.

Rectify não é só um dos meus amores atuais, mas sim uma daquelas séries que vai ficar marcada para sempre em mim....e foram necessários somente dez episódios (seis da primeira temporada e quatro da segunda [até o momento]) para que isso acontecesse.


Oz



Está aí uma série que eu sempre quis parar para assistir com atenção, mas que eu nunca ia além das raras vezes que, acidentalmente, a encontrava no SBT.

Decidi que iria iniciar a série há duas semanas, e agora já estou praticamente no fim, faltando apenas a última temporada, que contém oito episódios, para eu concluir a história da Prisão de Segurança Máxima Oswald.


Oz está longe de ser a melhor série que eu já vi na minha vida, mas está na lista das mais viciantes, assim como Lost e Prison Break. A produção da HBO, que teve início em julho de 1997 e ficou no ar até fevereiro de 2003, é uma daquelas séries que você não consegue assistir somente a um episódio. Um foi me levando a outro em um ritmo tão frenético que em dois dias eu já tinha matado duas temporadas (pode parecer pouco, mas seguindo minha média atual de episódios por dia, é muito).


A série, criada por Tom Fontana, tem uma das características que eu mais gosto: a possibilidade de mudança no rumo da história de maneira rápida. E prisão é o cenário perfeito para isso. Determinado personagem não está funcionando? Mate-o! Ele é bom, mas está cansando um pouco o público? Arrume uma doença, ou faça com que ele tenha algum problema e mande-o para a solitária. Deixe ele "descansar" um pouco e volte com ele mais tarde!

É isso que faz com que Oz seja tão viciante. Tudo muda muito rápido, o que faz com que haja um vasto número de personagens e de histórias para serem contadas.



Six Feet Under



Para continuar falando das séries que eu comecei a ver e que já teve fim, ou para continuar falando de séries da HBO, se você preferir, Six Feet Under, embora ainda esteja faltando as duas últimas temporadas para eu terminar de ver, já está na minha lista de melhores séries que eu já vi, junto com Breaking Bad e The Sopranos.

A série, criada por Alan Ball, que ficou no ar entre junho de 2001 e agosto de 2005, conta os dramas de uma família que administra uma funerária de Los Angeles, na Califórnia. 

Uma mãe depressiva, um pai com uma vida que guarda alguns segredos, um filho homossexual, outro com conflitos internos e uma filha que não parece saber bem o que quer da vida: essa é a família Fisher.

Com a morte norteando a história, Six Feet Under é uma daquelas séries que faz você parar para refletir sobre a vida. 

A construção dos personagens é simplesmente maravilhosa, uma verdadeira obra-prima traduzida em 63 episódios distribuídos em cinco temporadas.

Atualização: Já terminei a série. Se você quiser ler o texto sobre a Series Finale, é só clicar aqui.



Penny Dreadful



Uma das poucas séries desta mid-season que se salvou, na minha opinião, Penny Dreadful é a nova aposta do canal Showtime.

Juntando terror com fantasia, Penny Dreadful vem com a proposta de apresentar uma nova versão de importantes figuras do gênero, como o Frankenstein, Drácula e Lobisomem

Penny Dreadful definitivamente não é o meu estilo preferido, mas teve uma primeira temporada que me agradou bastante, principalmente no que diz respeito à atuação de Eva Green no papel de Vanessa Ives. Vale a pena dar um conferida!