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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O vazio após o Series Finale de Six Feet Under

Terminei Six Feet Under...e agora não sei mais o que fazer da vida




Texto com Spoilers

Um final de semana chuvoso, uma preguiça enorme e uma temporada de Six Feet Under para assistir...a última. Esse era o cenário perfeito para terminar uma das melhores séries que eu já vi na vida, e lá fui eu.

A quinta e última temporada da série criada por Alan Ball, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original com Beleza Americana, e que atualmente está em True Blood e Banshee, foi de longe a mais pesada entre todas as cinco temporadas, e muito disso deve-se à Ruth Fisher, que explanou, de uma vez por todas, todo o peso da vida que carregava.

Eu, inocentemente, achava que Six Feet Under era uma série sobre morte; puro engano. A produção da HBO usa a Família Fisher, dona de uma funerária na Califórnia, para discutir não a morte, mas sim a vida! Os dilemas de uma família que precisa seguir em frente, mesmo com todas as dificuldades que encontra pelo caminho (todas elas iniciadas após a morte do chefe da casa, o pai e marido Nathaniel). Os conflitos externos e, principalmente, os internos existentes em cada personagem (e a gente pode ver isso principalmente através de David e Nathaniel Fisher Jr.).


A série tinha a morte como o agente que movia a história, mas era sobre aqueles que permaneceriam vivos, que ela se tratava. E o Series Finale, cujo foi o único episódio que não começou com uma morte, pelo contrário, começou com uma vida, fortaleceu essa visão dentro de mim.

Falando em Series Finale, o que dizer sobre o último episódio? Foi algo simplesmente maravilhoso. A ideia de mostrar toda a Família Fisher, e mais alguns personagens que nortearam o drama da HBO, como Keith Charles, Brenda Chenowith e Federico Diaz, em seus momentos finais, foi de fazer escorrer rios de lágrimas.

Tudo tem seu início, meio e fim, e foi assim com os personagens. A maioria nós não pudemos ver o nascimento, mas isso nos foi compensado, pois vimos muito além de pessoas, nos vimos dentro de suas angústias, seus medos e suas incertezas. No fim, a Família Fisher era apenas uma família como qualquer outra, e seus membros refletiam algo que não restava restrito apenas à TV; refletiam medos, sonhos, angústias etc existentes em todos os nós. 


Six Feet Under foi maravilhoso do primeiro até o último minuto (e que últimos minutos). Após terminar a série (e após controlar o choro) eu simplesmente não consegui ver mais nenhum outro seriado no final de semana (e bota mais uns três dias na conta). Tudo o que eu conseguia pensar era nos minutos finais daqueles personagens que nos "representavam". E com certeza irei pensar sobre a melhor Series Finale que eu já vi na minha vida (superando The Sopranos e Breaking Bad) por um longo tempo.

É, amigos, a cada série da HBO que eu vejo fico mais convencido que "não é TV, é HBO".


Extra


Achei no Youtube uma versão alternativa do Series Finale de Six Feet Under. Definitivamente não é tão chocante e emocionante quanto a que foi ao ar, mas representa muito bem o que foi toda a série, com o Federico buscando o sucesso profissional; David tendo no Keith o seu porto seguro; Claire, como todo adolescente, em uma encruzilhada da vida, precisando tomar decisões sobre, entre outras coisas, carreira; Natheniel Jr. e sua vontade de ser um homem livre, que simplesmente sai desbravando novos caminhos ao invés de ficar estagnado em um lugar; Brenda sempre parando algo pelo seu próprio comportamento auto-destrutivo; e é claro, Ruth em busca de colocar em prática suas decisões. Bom, vejam aí:



Mais sobre Six Feet Under: Nesta semana eu li um artigo bem interessante fazendo considerações finais sobre Six Feet Under. Foi lá no Blog Viajando na Contramão, do Gabriel Caetano. Quem quiser dar uma lida, é só clicar aí na parte destacada em azul :)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Novos seriados, novos amores

Rectify, Oz, Six Feet Under e Penny Dreadful: minhas novas séries, meus novos amores


Texto sem spoilers

Entre os seriados que eu estava vendo e que chegaram ao fim e os que entraram de férias, senti que a minha grade estava ficando vazia demais, e que era a hora de iniciar novas atrações. No total são quatro novas séries que estou vendo no momento (nem todas atuais, como Oz e Six Feet Under) e, depois de alguns episódios/temporadas, estou morrendo de amores pelas minhas novas escolhas.

Eu poderia começar falando das mais recentes, ou das que já acabaram, mas não vou conseguir iniciar este texto sem falar de uma das melhores coisas que eu já vi em toda a minha história como seriador: Rectify.



Alguém aí já ouviu falar desta produção da Sundance Channel? Quem ainda não ouviu falar, não sabe o que esta perdendo, enquanto quem já conhece sabe o quão maravilhosa é a atração criada por Ray McKinnon, que atualmente está na segunda temporada.

A verdade é que inicialmente eu nem estava muito por dentro da história, mas senti vontade de ver mesmo assim pelo selo "Breaking Bad de qualidade", uma vez que os produtores da série que tem Walter White como protagonista, Melissa Bernstein e Mark Johnson, estão envolvidos no projeto.

Rectify conta a vida de Daniel Holder, que fora preso ainda adolescente, acusado de estuprar e matar sua namorada, Hanna. Depois de passar 19 anos no corredor da morte, uma nova evidência coloca em xeque a culpa de Daniel, que então é libertado. Ele volta para casa, para junto da sua família, mas tem problemas para se relacionar com pessoas e com o mundo externo, devido ao tempo de exclusão. 

E esse é o grande ponto da série: Daniel tentando se readaptar ao novo mundo em que vive. 

A atração é super bem produzida, e os diálogos envolvendo o personagem principal são simplesmente maravilhosos, algo que nos faz parar para refletir sobre como é bom viver a vida e quão duro, psicologicamente falando, pode ser a vida de uma pessoa que está totalmente "desligada" do mundo.

Rectify não é só um dos meus amores atuais, mas sim uma daquelas séries que vai ficar marcada para sempre em mim....e foram necessários somente dez episódios (seis da primeira temporada e quatro da segunda [até o momento]) para que isso acontecesse.


Oz



Está aí uma série que eu sempre quis parar para assistir com atenção, mas que eu nunca ia além das raras vezes que, acidentalmente, a encontrava no SBT.

Decidi que iria iniciar a série há duas semanas, e agora já estou praticamente no fim, faltando apenas a última temporada, que contém oito episódios, para eu concluir a história da Prisão de Segurança Máxima Oswald.


Oz está longe de ser a melhor série que eu já vi na minha vida, mas está na lista das mais viciantes, assim como Lost e Prison Break. A produção da HBO, que teve início em julho de 1997 e ficou no ar até fevereiro de 2003, é uma daquelas séries que você não consegue assistir somente a um episódio. Um foi me levando a outro em um ritmo tão frenético que em dois dias eu já tinha matado duas temporadas (pode parecer pouco, mas seguindo minha média atual de episódios por dia, é muito).


A série, criada por Tom Fontana, tem uma das características que eu mais gosto: a possibilidade de mudança no rumo da história de maneira rápida. E prisão é o cenário perfeito para isso. Determinado personagem não está funcionando? Mate-o! Ele é bom, mas está cansando um pouco o público? Arrume uma doença, ou faça com que ele tenha algum problema e mande-o para a solitária. Deixe ele "descansar" um pouco e volte com ele mais tarde!

É isso que faz com que Oz seja tão viciante. Tudo muda muito rápido, o que faz com que haja um vasto número de personagens e de histórias para serem contadas.



Six Feet Under



Para continuar falando das séries que eu comecei a ver e que já teve fim, ou para continuar falando de séries da HBO, se você preferir, Six Feet Under, embora ainda esteja faltando as duas últimas temporadas para eu terminar de ver, já está na minha lista de melhores séries que eu já vi, junto com Breaking Bad e The Sopranos.

A série, criada por Alan Ball, que ficou no ar entre junho de 2001 e agosto de 2005, conta os dramas de uma família que administra uma funerária de Los Angeles, na Califórnia. 

Uma mãe depressiva, um pai com uma vida que guarda alguns segredos, um filho homossexual, outro com conflitos internos e uma filha que não parece saber bem o que quer da vida: essa é a família Fisher.

Com a morte norteando a história, Six Feet Under é uma daquelas séries que faz você parar para refletir sobre a vida. 

A construção dos personagens é simplesmente maravilhosa, uma verdadeira obra-prima traduzida em 63 episódios distribuídos em cinco temporadas.

Atualização: Já terminei a série. Se você quiser ler o texto sobre a Series Finale, é só clicar aqui.



Penny Dreadful



Uma das poucas séries desta mid-season que se salvou, na minha opinião, Penny Dreadful é a nova aposta do canal Showtime.

Juntando terror com fantasia, Penny Dreadful vem com a proposta de apresentar uma nova versão de importantes figuras do gênero, como o Frankenstein, Drácula e Lobisomem

Penny Dreadful definitivamente não é o meu estilo preferido, mas teve uma primeira temporada que me agradou bastante, principalmente no que diz respeito à atuação de Eva Green no papel de Vanessa Ives. Vale a pena dar um conferida!