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sábado, 7 de março de 2015

Projeto Mid-Season 2015: séries para ficarmos de olho (parte 2)

E lá vamos nós...novamente



Depois deu ter dado algumas dicas de novas séries, com estreia em fevereiro, para adicionarmos à grade, estou de volta para comentar sobre as atrações de março que prometem se destacar na Mid Season 2015.

Antes de começar este post, gostaria de fazer uma importante obervação: na primeira parte deste texto eu não havia citado Better Call Saul, mas não que eu achasse que não era uma série para ser acompanhada, pelo contrário: estava tão na expectativa pela prequel de Breaking Bad que decidi dedicar um post exclusivamente para ela...e você pode lê-lo clicando aqui!

Bom, agora que as coisas já estão esclarecidas, vamos voltar ao propósito deste texto.

A primeira série que estreou neste mês e que eu gostaria de falar é Battle Creek.

Battle Creek




Título: Battle Creek
Canal: CBS
Dia em que estreou: 01/03
Número de episódios já exibidos: 01
Dia de exibição nos EUA: Domingo

Imagine uma série criada por Vince Gilligan (Breaking Bad e Better Call Saul) e David Shore (Dr. House) e estrelada por Josh Duhamel e Dean Winters. O mínimo que se pode esperar dela é algo sensacional. 

A série conta a história dos policiais Milton Chamberlain, agente especial do FBI, e Russ Agnew, detetive. Com perfis bastante distintos, os dois são colocados para trabalhar juntos e combater a criminalidade em Battle Creek, no Michigan.

Um acredita que para se dar bem na profissão, é preciso ter boa vontade e confiar no próximo, enquanto o outro vê na malandragem e no cinismo a fórmula para ser bem sucedido. É a velha história do bom e mau policial, mas contata por ninguém menos que os criadores de Dr. House e Breaking Bad...e isso já diz muito.

A estreia foi bastante animadora, com quase 8 milhões de telespectadores. Não consegui achar a informação sobre o número de episódios que a primeira temporada terá. Fico devendo essa!

Assista ao trailer da série:



The Last Man on Earth



Título: The Last Man on Earth
Canal: FOX
Data em que estrou: 07/03
Número de episódios já exibidos: 02
Dia de exibição nos EUA: Domingo

Um homem comum, que ama sua família e odeia seu trabalho no banco: esse é Phil Miler. Phil vivia sua vida tranquilamente, até que um dia ele se viu como o último homem na Terra após um vírus devastar a humanidade. Calma, não é um novo drama, mas sim uma comédia, uma comédia que só pelo tema promete muito.

A nova atração da FOX está está prevista para ter 11 episódios.

Veja o trailer da série:






CSI: Cyber




Nome: CSI Cyber
Canal: CBS
Dia em que estreou: 04/05
Número de episódios já exibidos: 01
Data de exibição nos EUA: Quarta-feira

Fiquei pensando, tentando achar algo para descrever CSI, mas acho que não é preciso, não é verdade? Todo mundo já conhece CSI, todo mundo já amou esta série e, todo mundo já passou da fase do amor, hoje em dia não aguenta mais ver. Mas aí está uma novidade: CSI Cyber. O título já é bem explicativo, então acho que nem nisso eu preciso me alongar. 

Tudo bem, CSI já cansou, mas é um novo CSI, vai lá, veja e diga aos seus amigos que você já amou e já cansou de mais um CSI.

Trailer:






American Crime





Nome: American Crime
Canal: ABC
Data em que estreou: 05/03
Número de episódios já exibidos: 01
Dia de exibição nos EUA: Quinta-feira

Nova aposta do canal ABC, American Crime mostra as consequências do assassinato de Matt Skokie, um veterano de guerra atacado dentro de casa, em Modesto, na Califórnia.

Ainda não consegui assistir a série, que terá 11 episódios nesta primeira temporada, mas ela foi muito bem recebida pelo público e pelos críticos. A estreia marcou audiência de 8.37 milhões de pessoas, e famosos sites de avaliação, como Rotten Tomatoes e Metacritic, deram notas acima da média para a atração.

Trailer:



E aí, acha que faltou alguma série na lista?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Better Call Saul: como uma prequel deve ser

Quando há espaço para enriquecer uma história, faça!!!




Uma prequel de Breaking Bad, se propondo a contar a história do advogado Saul Goodman antes de conhecer Walter White. Os primeiros minutos são em preto e branco, uma melancolia sem fim. Tento entender o que Saul faz atrás de um balcão de uma cafeteria. Seria esse seu emprego antes de se tornar um advogado de sucesso? As cenas vão se passando, até que Saul senta em frente à uma televisão, busca por algo atrativo e, sem sucesso, coloca uma fita cassete para rodar: eram suas propagandas. Sim, Better Call Saul começa pelo fim, pelos acontecimentos após seu relacionamento com Walter White. Já explodiu minha mente!!!

Amar Better Call Saul não seria nem um pouco difícil, muito por conta de Breaking Bad. Antes mesmo dela começar, já sabíamos do seu potencial, da genialidade de Vince Gilligan e de como Bob Odenkirk, ator que interpreta Saul Goodman, é competente o suficiente para levar uma série nas costas. Vai ver por isso a série marcou a melhor audiência para uma estreia na história da TV à cabo.

Falando em Breaking Bad, Better Call Saul começa muito parecida com ela: um homem mal sucedido em sua profissão que por motivos particulares se envolve com traficantes e, a partir disso, consegue se tornar um homem respeitável. E mais: ambos precisam encarrar a mesma pessoa no início: Tuco (juro que não esperava sua aparição na série). Mas não é só a história que se assemelha. As tomadas, a fotografia, a forma quase poética de usar o deserto: tudo faz lembrar Breaking Bad, sem contar o fato de que o personagem principal sofre uma mudança tão drástica de personalidade que até seu nome é alterado. Walter White se tornou Heisenberg, enquanto James McGill caminha para ser Saul Goodman.

Better Call Saul está se mostrando ser uma excelente prequel pois, até o momento, cumpre muito bem o seu papel, enriquecendo a história antes dos fatos principais.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Gotham: ainda não decidi se gosto ou não

Tá difícil saber se Gotham é uma boa série



Texto sem spoilers

Se existe algo que eu realmente não gosto de fazer é vir aqui no blog para falar mal de uma série. Além de ser chato, eu ainda perco tempo me dedicando à uma postagem cujo a intenção é fazer as pessoas pararem de assistir uma atração, enquanto o objetivo é mostrar boas séries para criar a curiosidade, por parte dos fãs de seriados, em assisti-lo.

Porém, desta vez irei "perder este tempo" pois ainda não decidi se acho Gotham uma boa série ou não, e acredito que não sou o único a ter esta dúvida.

Sim, eu assisto os filmes do Batman, e não, nunca li uma HQ sobre o Homem-Morcego. Tudo que eu acho de Gotham é baseado somente no que eu vejo na série, e ela me deixa bastante confuso em relação à sua qualidade narrativa.

Não há como negar que a Fox faz um bom trabalho no geral, mas eu fico com um sentimento que dava para ser melhor. Dava para termos mais apego por James Gordon, dava para não diminuir a importância do Bullock, dava para não tentar abraçar o mundo inteiro, introduzindo vários personagens que pouco contribuem para a história e focar apenas nos mais importantes. Enfim, dava ser bem melhor do que vem sendo atualmente.


Entre todos os problemas de Gotham, os que mais me chamam a atenção é como eles conseguem transformar algo naturalmente legal, e que sempre deu certo, que é a máfia, em algo totalmente chato, sem emoção. O único que vem salvando é o Pinguim. Aliás, não só salvando, mas como carregando a série. Se fosse uma série sobre o Pinguim, tudo bem, mas Gotham foi idealizado para mostrar a vida de James Gordon e o departamento de polícia antes do Batman. Ficar aproveitando o fato do Pinguim ter funcionado muito bem, pode ser perigoso mais para frente, uma vez que, não encaixando outros personagens, não vai dar para descansa-lo.

Mas não há só pontos negativos em Gotham, há positivos também. Ok, praticamente todos os pontos positivos estão ligados, de alguma maneira, ao Pinguim, e isso pode ser ruim, como falei no parágrafo acima, mas o cara funcionou e, toda vez que ele aparece, é certeza que o episódio vale.

Se eu tivesse que fazer um balanço geral, acho que Gotham está mais para uma série que está decepcionando do que para uma boa série. Só o fato deu ter levantado este questionamento já é algo negativo. 

Normalmente eu dou um crédito de duas temporadas antes de abandonar um seriado, mas como Gotham possui 22 episódios, isso significaria 44 antes de abandonar...uma vida. Então, Fox, você tem mais oito episódios para me convencer que Gotham pode ser muito melhor do que é atualmente.

E aí, também está na dúvida se acha a série boa ou não? Discorda da minha opinião? Então dê sua aqui nos comentários :)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Fevereiro vai ser sensacional

Imagine um mês com Better Call Saul e Vinkings. Isso é fevereiro!




Janeiro está chegando ao fim. Foi um mês de boas estreias, como vimos no post anterior, e alguns bons retornos, mas não dá nem para comparar com o que fevereiro promete ser. 

Para começarmos falando de novas séries, vamos poder matar um pouquinho da eterna saudade que sentimos de Breaking Bad com Better Call Saul, que vai acompanhar a vida do advogado Saul Goodman seis anos antes dele conhecer Walter White.

Assim como em Breaking Bad, quando Walter White se transformou completamente, chegando a assumir um novo nome (Heisenberg), o mesmo podemos esperar de Better Call Saul, pelo menos no quesito mudança na forma de ser chamado. Antes de trabalhar com grandes traficantes e pegar casos que ninguém gostaria, Saul Goodman era Jimmy McGill, um homem com problemas financeiros e que trabalhava apenas com pequenos casos.

Cara, não dá nem para acreditar que vamos poder ver novamente um produto Breaking Bad no ar. É surreal!!! Ah, antes de qualquer coisa, as chances de vermos Walter White e Jesse Pinkman nesta primeira temporada são muito remotas.


Better Call Saul vai estrear, lá nos Estados Unidos, no dia 08 de fevereiro.




Passando a falar de retornos, no primeiro dia do mês teremos a continuação da segunda temporada de The Blacklist, o melhor "caso do dia" atualmente na TV. Já no dia 19 vai ser a vez de Vikings, uma das séries mais fodas, voltar. Se a primeira e segunda temporada já foram muito boas, esta terceira promete ser eletrizante.

Pelo o que a History Channel disponibilizou na rede nas últimas semanas, Ragnar aparenta ter se convertido ao catolicismo de vez (e quem conhece a história dele sabe o que isso vai representar para o seriado).

Independentemente de como a história vai se desenrolar nesta terceira temporada, uma coisa é certa: esteja pronto para ver muito sangue!

É claro que fevereiro vai ser muito bom não só por Better Call Saul e Vikings, mas por muitas outras séries de altíssimo nível que vão retornar depois da pausa para as festividades de final de ano. Porém, para mim, este segundo mês de 2015 será destinado à estes dois seriados. Um promete chegar com tudo, enquanto o outro já é um produto consolidado e que fica melhor a cada ano.


Cara, Better Call Saul e Vikings. Na boa, vem logo, fevereiro! 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Curb Your Enthusiasm: achei minha comédia

Segura sua onda, cara



Sempre que alguém me pergunta se há alguma comédia que eu indicaria, normalmente a minha resposta é negativa! Não sou lá um grande fã desse gênero, mas o principal motivo para eu não citar nem sequer uma série é porque comédia é algo muito particular, que precisa haver uma ligação com a pessoa para que ela "dê certo".

Eu, particularmente, já tentei por diversas vezes achar a "minha comédia". Já passei pelas badaladas Friends, Two and Half Men, The Big Bang Theory e por outras menos populares aqui no Brasil, como Seinfeld e Anger Management. Todas as minhas tentativas foram em vão. Algumas são engraçadas, outras super bem escritas, já outras possuem ambas as características, mas faltou a tal da ligação. Não desisti, continuei procurando arduamente até que cheguei em Curb Your Enthusiasm. Está aí, finalmente consegui achar uma comédia para chamar de minha.

Criada em outubro de 2000, Curb Your Enthusiasm é uma série ficcional que acompanha a vida de Larry David como escritor e produtor televisivo recém-aposentado (para quem não sabe, Larry é co-criador do seriado Seinfeld, aclamado pela crítica). Com 80 episódios distribuídos em oito temporadas, a produção do canal HBO encerrou-se em 2011 (olha aí uma oportunidade de maratona).


Apaixonei-me logo de cara pela série pelo fato do personagem principal ser muito parecido comigo. Diria que Larry David, comportamentalmente falando, sou eu no futuro. Na série ele é um cara meio ranzinzo e sistemático, sempre disposto a condenar o comportamento errado das pessoas. Quando tenta fazer as coisas darem certo, mesmo assim, tudo dá errado (e aí esse sou eu mesmo). Mas Curb Your Enthusiasm é mais do que a minha ligação com o personagem principal, é uma série com um roteiro brilhante, encaixado perfeitamente e que te ganha não somente pelas situações, mas pela forma como é pensada, linkando todo o episódio de uma maneira única.

A técnica de retroscript, que é quando o roteiro é flexível, dando muita liberdade para improvisação por parte dos atores, é bastante utilizada. É a mesma técnica implementada em filmes como A Bruxa de Blair e Atividade Paranormal, quando a sensibilidade dos atores na interpretação de cada cena, de cada situação, consegue dar trazer mais naturalidade.


A união da mente brilhante de Larry David e a liberdade de improvisação renderam para Curb Your Enthusiasm o prêmio de série mais bem escrita pelo Writers Guild of America, em 2005, quando o seriado estava na quinta temporada. Além desta premiação, ainda há a de melhor série na categoria comédia no Golden Globe Award, em 2002, e mais 39 indicações no Primetime Emmy Award.

Muito aclamada pela crítica, assim como o trabalho anterior de Larry (Seinfeld), a HBO vê com bons olhos um possível retorno da série para uma nona temporada, o que seria sensacional, mas Larry David está um pouco relutante quanto a esta ideia.

Se há três meses (data que eu comecei a ver a série) eu não indicava comédia para ninguém, agora eu já posso dar uma boa sugestão: vejam Curb Your Enthusiasm!!! 

domingo, 4 de janeiro de 2015

Stalker: o caso do dia com algo a mais

Quando uma procedural consegue prender pela história dos personagens




Texto sem spoilers

Como não amar procedurais? Elas são a melhor coisa do mundo para quem quer ver uma série sem o compromisso de se apegar. Você liga a televisão, assiste a um episódio, fica apaixonado pelo personagem principal e os seus métodos para resolver os casos, depois perde os próximos dez episódios, decide voltar a ver e descobre que não perdeu nada, pois não há evolução de personagens. Normalmente é assim que acontece, mas sempre há exceções, e Stalker, nova série do canal CBS, é uma delas.

Criada por Kevin Williamson, o mesmo de The Following The Vampires Diaries, Stalker acompanha uma divisão da polícia de Los Angeles especializada em investigar crimes cometidos por pessoas que praticam stalking (ficar vigiando/seguindo outras pessoas por qualquer motivo passional). A produção foca em Jack Larsen, um detective recém transferido da divisão de homicídios de Nova Iorque, e sua chefe Beth Davis, uma mulher forte (característica cada vez mais comum nos seriados americanos) e que tem em seu trabalho o objetivo número um.

Como "caso do dia", a série funciona desde o primeiro episódio, com crimes muito bem elaborados e muitas pitadas de terror, nos criando angústia. Já com o relacionamento entre os personagens, Stalker inicia-se com o interminável clichê do cara que acabou de chegar, se acha o fodão, alguém fica apaixonada pelo estilo dele e um outro alguém o acha um babaca (geralmente quem vai ser seu/sua parceira). Isso vai sendo corrigido ao longo dos episódios e o relacionamento e os segredos de Jack e Beth acabam se tornando o diferencial da série. Não só há desenvolvimento por parte desses personagens como, em alguns episódios, eles andam lado a lado com o caso trabalhado.


Para Stalker, ter mais do que um crime para solucionar é quase que fundamental para série se sustentar, pois por mais criatividade que se implemente nos casos, ela trabalha com um universo muito limitado, ou seja: os crimes são praticamente todos iguais. Quem aguentaria ver "repetições de episódios" sem ter algo a mais para se prender? 

Stalker consegue despertar a vontade de ver a série não só por seus casos, mas também pelos segredos e problemas pessoais que são criados, algo que The Blacklist tenta fazer até hoje, mas não consegue (está melhorando o desenvolvimento dos personagens, mas ainda sim é tudo pelo caso do dia).

Com boa recepção do público, Stalker teve a temporada completa encomendada. Atualmente 11 episódios já foram ao ar. A série parou para as festividades de final de ano e volta no dia 14 de janeiro. Se você ainda não viu, dá para aproveitar este tempo e chegar no dia de retorno já acompanhando semanalmente.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Retrospectiva de séries 2014

Um excelente ano para todos os gostos e estilos 





É sempre assim: último dia do ano se aproximando e, na TV, na internet e em qualquer meio midiático, o que se mais vê são retrospectivas. Não era a minha intenção fazer uma para o blog, pois gostaria de fechar 2014 falando de Stalker, uma série que, apesar de ter estreado em outubro, só consegui encaixar na minha grade agora em dezembro. Mas enfim, aqui estou para falar de tudo o que rolou (e que eu consegui assistir) em 2014, tanto para o lado bom quando para o lado ruim.

Se fosse para fazer um balanço geral do que eu assisti este ano, contando apenas produções "on going", diria que foi um ano sensacional para quem ama seriados. Muitas séries de altíssima qualidade em diversos segmentos estrearam ou então tiveram continuidade. 

Entre as que estrearam (e relembro: que eu consegui assistir), logo de cara recebemos um baita presente da HBO através de True Detective, uma série que nem estava sendo tão esperada assim, a não ser pelo peso do elenco, com Matthew McConaughey e Woody Harrelson como protagonistas.

A primeira temporada da série criada por Nic Pizzolatto foi apontada como uma das melhores produções do ano, apesar de ter acabado no início de março, ainda com muita água para rolar e muita série por aparecer. Se isso foi dito muito cedo ou não, agora em dezembro este apontamento se concretizou. Que série!!!





Outra estreia que não estava muito badalada e que chegou ganhando o coração dos apaixonados por seriados foi Fargo, do canal FX. Com uma história super bem encaixada, através de um roteiro praticamente perfeito, aliado a um cenário único, com neve para todo o lado, Fargo também entra para a minha lista de melhores seriados do ano.

Para terminar de falar de produções que tiveram suas primeiras temporadas em 2014, gostaria de destacar também The Strain, Penny Dreadful, The Knick, que eu achei sensacional do início ao fim, mas que muitas pessoas acabaram abandonando pelo fato da narrativa ter começado muito lenta, Stalker, que inicialmente seria o post da semana (vou tentar fazer na próxima oportunidade) e Gotham, que andou cambaleando no início (isso na opinião geral, que não reflete a minha) mas que foi se encontrando com o tempo.

Negativamente falando, me decepcionei demais com Marco Polo, que antes de começar já estava badalada, chegou prometendo ser a salvação de muita gente que estava com o calendário vazio por conta das paralisações e, no final das contas, acabou se mostrando fraca em termos de roteiro, esquecendo-se que figurino impecável e planos abertos com paisagens de tirar o fôlego não são suficientes para sustentar uma série.

Só para não dizer que How to get away with murder não foi citada, infelizmente não consegui achar tempo para ver, mas acredito que mereça receber atenção pois muita gente que eu respeito (profissionais e amigos loucos por séries boas) estão falando super bem da nova série do canal ABC.



Séries em segundas temporadas





Fazer uma boa temporada de estreia é fundamental, mas manter o nível na segunda é tão ou até mais importante. Entre as séries em segundas temporadas que eu assisti este ano não dá para não citar Hannibal, que por incrível que pareça não tem uma audiência muito alta, mas em termos de qualidade é, para mim, Top 5 seriados no ar atualmente, Rectify e o seu roteiro de fazer cair lágrimas até do cara mais durão do mundo (e esta é outra série com audiência baixa), Master of Sex e sua temporada "pesada", não aliviando para nenhum personagem, e Vikings, que tem uma história mais simples mas que é desenvolvida com maestria pelo History Channel.

A minha maior frustração com seriados em segunda temporada foi Bates Motel. Sinceramente, não sei se vou voltar para o terceiro ano depois de uma season que mais protelou o desenvolvimento da história do que outra coisa.



Séries que eu abandonei





Se 2014 para mim foi um ano muito bom em termos de série, um dos motivos foi que eu segui em frente com produções de alto nível e, com as ruins, nem perdi meu tempo e abandonei logo.

As duas mais sofridas foram The Walking Dead e American Horror Story, pelo fato de já estarem em temporadas avançadas. AHS Freak Show foi ridículo, principalmente se comparado com Murder House e Asylum. Com The Walking Dead meu problema foi com a falta de desenvolvimento, havendo muita redundância e claro interesse em enrolar o telespectador para aproveitar a fama mundial da série e tentar fazer o máximo de grana possível com o máximo de temporadas que der.

Nesse bolo de séries que não fazem mais parte da minha vida tem algumas que eu não tive muita paciência e mandei logo para escanteio, como Black Sails, Looking, Marco Polo, The 100, que fiquei sabendo que melhorou depois, mas aí me deu preguiça de voltar, Z-Nation e Under The Dome, que já li por aí que é a pior coisa da TV atualmente.

Para fechar esta retrospectiva, é claro que eu escolhi falar de Sons of Anarchy, uma série que começou até de certa forma despretensiosa, foi ficando boa e evoluindo temporada por temporada até que chegou em uma season finale que coroou todo o excelente trabalho feito em um período de sete anos.

Sobre SOA, não irei me alongar muito por aqui pois há poucos dias fiz um post bastante abrangente falando sobre o final da série e tudo que ele representou para o projeto. Quem quiser ler, ou então reler, é só CLICAR AQUI.

E aí, falei das séries que vocês amaram? Tem alguma muito boa que deveria ter sido citada mas não foi? Diz aí nos comentários!!!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Marco Polo: que início chato

Quando a expectativa se transforma em decepção




Texto sem spoilers 

Um trailer maravilhoso para uma série que surgia como alternativa para muita gente que vive a depressão das pausas de fim de ano nos seus seriados favoritos. Marco Polo teve ampla divulgação por parte do Netflix e, com várias cenas da primeira temporada, deixou aos seriadores loucos pela estreia da atração. Até aí tudo perfeito, mas quando os episódios foram liberados a história começou a mudar.

Clichês (que às vezes a gente ama), cenas desnecessárias, personagens desinteressantes e um estilo de narrativa que não consegue prender logo de cara. Os três primeiros episódios de Marco Polo são chatos demais, lentos (mas ao mesmo tempo confusos em termos informacionais) e sem o poder de nos apegarmos nem pelo nome que move a história.

Os dois primeiros episódios perdem muito tempo com os treinamentos de Marco (sim, aquelas cenas que a gente não aguenta mais ver nem nos filmes). O problema do clichê, que funciona muito bem no cinema, é que quando ele é aplicado em uma série o seu efeito não é igual. Marco Polo optou por não arriscar muito no início da história e pagou com o descontentamento de quem espera ver uma série que fosse além de belas paisagens com planos abertos, boa fotografia e figurino muito bom. Uma pena!!!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Final de Sons of Anarchy foi justo

Só havia um final justo para Sons of Anarchy, e ele foi feito




Texto com muitos spoilers (se você ainda não viu a series finale, volte mais tarde)

Algumas séries nos surpreendem no episódio final, tanto positiva quanto negativamente, já outras nos entregam um desfecho que já estava se desenhando há muito tempo,  e que se não fosse seguido (cada uma por seus motivos) seria frustante. Sons of Anarchy, que teve fim nesta terça-feira, dia 09 de dezembro de 2014, nos presenteou com uma series finale que não teve reviravoltas, apenas seguiu o rumo natural da história. Isso foi ruim? Claro que não, muito pelo contrário, foi bom demais!

Quando falo que o final de SOA foi justo, não estou querendo dizer que eu não gostei nem nada parecido. Justo, neste caso, significa que o término do seriado, que já estava escrito na cabeça da maioria dos fãs da atração criada por Kurt Sutter, foi seguido sem nenhuma tentativa de surpreender e, assim, evitou a possibilidade de estragar tudo (como aconteceu em Dexter).

O tal final que esperávamos, ou pelo menos eu esperava, era a morte do Jax Teller. Não havia outra saída para o personagem a não ser a morte. Por mais que gostássemos dele, Jackie-boy não passava de mais um bandido em uma série que, com raras exceções, só havia maus caráteres. Jax conseguiu se meter em um buraco tão profundo que chegou uma hora que sair dele com vida não era mais uma opção viável para os roteiristas (assim como aconteceu com Walter White em Breaking Bad). Ele, após assumir a presidência do grupo, acabou colocando os Sons of Anarchy em uma situação ainda mais delicada em relação à época em que o Clay era quem dava às cartas. Os SOA enfraqueceram, vendo sua sede ter sido destruída, seus membros e familiares serem assassinados pela falta de competência do Jax em protegê-los, coisa que o Clay, por mais filho da puta que fosse, sabia fazer muito bem. 

A única coisa que me incomodou um pouco em relação à morte do Jax foi terem
construído todo um ambiente de redenção por parte do personagem, que foi eliminando inimigo por inimigo até se sentir em paz o suficiente para tirar a própria vida, tendo o mesmo fim em relação ao seu pai.

Jax não era uma boa pessoa, por mais que você queira acreditar (se iludir) que ele fosse. Ele mesmo sabia disso, transformando em palavras o que já era explícito ao mencionar que não era um homem bom. Que era um criminoso e assassino. Por tudo o que fez no decorrer da série e por todas as mortes que carregava no currículo (tanto as diretas quanto as indiretas), incluindo a do padrasto e da mãe, Jax merecida uma morte mais sofrida, ou então pelo menos sem se conformar em ter sua vida retirada. SOA sempre foi pesado, aliviar no momento final não era uma obrigação. Além do mais, a escolha por esse tipo de morte meio que tirou parte da hombridade dele. O tal cara família (antes de matar a mãe) preferiu tirar a vida do que ficar com os filhos!

Fora o modo como o Jax morreu e toda a criação de um bom ambiente para que isso fosse feito, o último episódio funcionou muito bem. Teve ação, muito sangue e ainda momentos para se emocionar, ou seja: a series finale foi tudo o que Sons of Anarchy foi durante sete temporadas.

A morte do Unser no episódio anterior



Muita gente reclamou da morte do Wayne Unser, falando que ele morreu de forma besta, tentando se meter em um assunto que ele não tinha nada a ver e tal. Particularmente eu gostei bastante da forma como ele morreu. A série inteira ele protegia e acobertava as merdas da Gemma Morrow (e dos SOA) por amá-la, então não era justo ele abaixar a cabeça para o Jax e ver a "única coisa que lhe havia restado", como ele mesmo falou antes de ser baleado, ir embora sem que ele demonstrasse resistência. Ali a morte parecia ser a melhor opção. Ele era outro personagem que precisava morrer, pois talvez fosse o mais filho da puta de todos, uma vez que dava respaldo para o grupo mesmo sendo o chefe polícia de Charming (nas primeiras temporadas). 

Na situação que ele se encontrava, se ele atirasse no Jax Teller (algo que não imagino que ele teria coragem de fazer, tanto que não fez) iria criar uma barreira gigantesca entre ele e Gemma Morrow, seu grande amor. Era morrer junto com ela ou então se culpar pelo resto da vida, dentro daquele trailer, por não ter sido homem o suficiente na hora que mais precisava ser.


Análise da série no geral


Falando de Sons of Anarchy de uma forma mais geral, englobando as sete temporadas, é impossível não dizer que a série vai deixar saudades. Até eu que sou bastante chato para me apegar de verdade a uma série já estou sentindo saudades pelo fato da atração ter mantido um alto nível ao longo desses sete anos, o que tem sido um tanto quanto raro (e aí você tem Lost, Dexter, The Walking Dead como alguns exemplos de seriados de muito sucesso que foram se perdendo ao longo do tempo).

Apesar deu achar que às vezes SOA era um pouco redundante e que perdia grandes oportunidades de explorar melhor a dor momentânea de alguns personagens, no geral foi um seriado muito acima da média!




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Marco Polo e The Librarians prometem agitar o mês de dezembro

É, 2014 ainda não acabou para os fãs de seriados!


Fim de ano, aquele gostinho de despedida de 2014 e o pensamento já em 2015. Mas calma, o ano ainda não acabou, pois o mês de dezembro reserva algumas boas estreias para os fãs de seriados que estão querendo algo novo na grade de programação. Duas delas são Marco Polo, da Netflix, e The Librarians, do canal TNT. Confira abaixo um pouquinho sobre essas novas atrações:

Marco Polo




Sem dúvida a série mais aguardada para este mês e com um potencial gigantesco para entrar na galeria dos melhores seriados que estrearam em 2014, Marco Polo, uma produção do Netflix, vai contar a história do mercador, embaixador e explorador Italiano que dá nome à série e viveu de 15 de setembro de 1254 até 9 de janeiro de 1324.

Criada e escrita por John Fusco, a atração, pelo menos pelo o que dá para conferir através dos conteúdos promocionais, vai ter uma pegada muito voltada para o estilo aventureiro de Marco Polo, o que nos fará viajar por cenários de tirar o fôlego.

O projeto inicial era do canal Starz, que acabou desistindo por não conseguir filmar na China. Agora, com a Netflix, Marco Polo estreará no próximo dia 12 de dezembro. A primeira temporada teve 10 episódios encomendados.

Veja o trailer da série:


Pode confessar: achou foda, né?

The Librarians


Continuando com séries que envolvem bastante aventura, no dia 7 de dezembro o canal TNT vai estrear a série The Librarians, que dará sequência aos filmes The Librarian: Quest for the Spear (2004), The Librarian: Return to King Solomon's Mines (2006) e The Librarian: Curse of the Judas Chalice (2008).

Seguindo um estilo que lembra bastante os filmes do Indiana Jones, Noah Wyle  é um bibliotecário que precisa proteger seu local de trabalho, (uma biblioteca, é claro) que abriga objetos mágicos e lendários.

A primeira temporada de The Librarians terá 10 episódios. Veja o trailer:



A premiere terá duas horas de duração. E aí, vai encarar? Baseando-me apenas pelo trailer, diria que vale muito a pena.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

American Horror Story Freak Show: estou fora!

Quarta temporada de AHS está com cara de Sessão da Tarde




Comecei novembro falando sobre a quarta temporada de American Horror Story, intitulada Freak Show, e é com ela que fecharei o mês. Não é comum isso acontecer aqui no blog, mas como já havia dito no primeiro post (que você poder ler clicando no link acima), a série poderia deixar a desejar com o desenrolar da história...e foi isso que aconteceu. Por esse motivo, estou de volta para falar que estou abandonando atração do canal FX.

Antes mesmo da morte do palhaço a temporada já estava meio fraca e repetitiva, uma vez que ela segue a mesma linha de Coven (terceiro ano), com um grupo de pessoas diferentes da sociedade se juntando em um espaço para abrigo e segurança contra o mundo exterior. Em Coven era a questão das bruxas, e agora em Freak Show são as deformações físicas dos personagens. É basicamente a mesma história, mas com uma ambientação diferente.

Com a morte do palhaço, as esperanças de Freak Show não ser frustante, assim como Coven acabou sendo, foram depositadas basicamente em Dandy Mott, que não vem conseguindo segurar a temporada.

Sobre os freaks, esquece!!! Ali parece que não vai sair terror de modo algum. A impressão que eu tive quando assisti ao sétimo episódio da temporada foi a de que estava vendo um filme da Sessão da Tarde. Os personagens que eram para nos causar repulsa e nos presentear com o terror, parecem estar mais preocupados em se mostrarem bons e manter o convívio na comunidade da maneira mais harmoniosa possível.


Não sei se vocês irão compartilhar da minha ideia, mas American Horror Story parece ter mudado de público a partir do final de Asylum, a segunda temporada. Se formos ler o enredo de cada ano, vamos ver uma primeira e segunda temporadas com terror intenso, e as duas últimas muito fraquinhas nesse quesito. 

Em House Murder (primeira temporada) a história era uma família que se mudava para uma casa assombrada, a esposa era estuprada por um "fantasma" e tinha um filho do demônio. Sem contar que todo mundo ali já estava morto e o Benjamin "Ben" Harmon havia pirado. Não dá para comparar House Murder com Freak Show, nem se quisermos forçar.

Essa falta de ousadia e aparente mudança de público mostrada nas duas ultimas temporadas, principalmente em Freak Show, já se reflete na audiência. O piloto havia registrado 6.13 milhões de telespectadores, enquanto Test of Strength (4x07) teve 3.91.

O oitavo episódio tem tudo para ser bom, uma vez que ele vai ser o segundo da temporada  escrito pelo criador da série, Ryan Murphy (o outro foi o piloto), mas isso eu não vou poder conferir, pois American Horror Story Freak Show já está na minha lista de séries abandonadas.

Aos que ficam, desejo boa sorte...e paciência também!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Segunda temporada de Twin Peaks: viciante e instigadora

The fire walk with me





Texto com spoilers (até o episódio 2x10)


Eu dei um intervalo em torno de quatro ou cinco meses entre o término da primeira temporada e o início da segunda de Twin Peaks. Calendário apertado, muitas séries na grade, enfim, foram vários os motivos que me fizeram ficar quase meio ano para dar o “start” na última temporada da atração do canal ABC (que agora vai voltar com a Showtime), tempo o suficiente para eu esquecer como Twin Peaks é viciante, como é boa.

Se a primeira temporada já nos deixa aflitos para sabermos logo quem assassinou a jovem Laura Palmer, a segunda nos mata ainda mais a cada episódio. Ela mexe muito mais com o subconsciente dos personagens (ou a famosa “cena maluca” que ninguém entende), nos traz muito mais símbolos para quebrarmos nossas cabeças com teorias sobre quem é o verdadeiro assassino. 

Não consigo achar melhores palavras para definir Twin Peaks senão viciante e instigadora. Não é uma série para você simplesmente acompanhar o agente Cooper e o distrito policial da cidade tentando desvendar o crime, a série pede a sua participação a todo instante te estimulando a pensar, a tentar criar sua própria linha de raciocínio para achar o culpado pelo assassinato que abala a cidade. Não há uma linha que vai sendo seguida episódio a episódio te deixando mais perto da resposta, tudo é muito aberto. Se você quiser “participar da série”, você vai pegando, mas se quiser apenas assisti-la, fica no vazio até o episódio que o culpado finalmente é revelado. Isso é demais!!!

O engraçado é que Twin Peaks nos estimula tanto a pensar, deixa tudo tão em aberto e, de uma hora para outra, com muitos episódios faltando para o seu término, nos joga na cara quem é o culpado. Acredito que isso não seria a ordem natural das coisas, mas a atração vinha perdendo audiência, então fazer a revelação era necessário.

E quando achamos que temos tudo na mão, quando no sétimo episódio descobre-se que quem matou a Laura foi o seu próprio pai, descobrimos que na verdade esse pode ser somente o início da história.



Fiquei muito surpreso com a revelação do assassino, não pelo fato de ser o pai da Laura, mas pela “rapidez” com que foi feito, vide que a série acaba no episódio 22, ou seja: havia muita coisa para ser contada ainda. Meu primeiro pensamento foi: “E agora, a série acabou e o resto vai ser só enrolação?”. Ainda estou no episódio 10 e, pelo o que eu pude perceber, o assassinato acabou se tornando apenas pano de fundo para algo maior. Ao que tudo indica (irei conferir nos próximos dias) agora a caça será contra Bob (foto acima). 

Twin Peaks já revelou seu assassino, mas muitas perguntas novas surgiram e estão aí para serem respondidas. Para mim ainda faltam 12 episódios para eu dizer que já vi a série inteira, é muita coisa. Se continuar neste ritmo, certamente entrará na lista de séries que eu indico para os meus amigos (e olha que essa lista só tem de The Sopranos, Breaking Bad e Six Feet Under para cima).

Quando eu terminar Twin Peaks eu volto com um novo post fazendo minhas considerações finais e falando também sobre o retorno da série em 2015, agora pelo canal Showtime, após 25 anos.

sábado, 8 de novembro de 2014

Projeto Fall Season 2014: Gotham

Uma Gotham sem Batman




Texto com spoilers (até S01x07 - Penguin's umbrella)

Batman veio para salvar Gotham, limpando toda a sujeira e corrupção que lá existia, isso já sabemos, mas como era a cidade antes do jovem Bruce Wayne crescer e assumir a identidade do homem morcego? É isso que a série do canal FOX, cujo seu título é o nome da cidade, quer nos mostrar.

Sim, eu demorei bastante para falar da série, mas acredito que vim na hora certa. Após os dois primeiros episódios bastante introdutórios e mais quatro trabalhando "o caso do dia", mas sem deixar o telespectador esquecer que a atração traz um universo muito maior do que apenas um departamento de polícia lutando contra criminosos que vem e vão em um picar de olhos, Gotham chegou ao seu sétimo episódio em um total de 22 encomendados para esta temporada. 

Melhor 44 minutos até o momento, o episódio Penguin's umbrella (ou guarda-chuva do Pinguim, em português) voltou a explorar o universo Batman, e fez isso com maestria. A tal guerra saiu do status "chegando" para entrar em vigência com o desenrolar da descoberta, por parte do parceiro de James Gordon, Harvey Bullock, e por parte dos mafiosos, de que o Pinguim  está vivo!


Se eu já estava achando Oswald "Pinguim" Cobblepot o cara da série, depois deste sétimo episódio estou amando-o mais ainda. Ele se mostrou extremamento frio e calculista, estando sempre um passo a frente dos demais primeiro ao acabar com o braço direito de Salvatore Maroni e, quando eu já estava me perguntando o porquê de Carmine Falcone estar demonstrando tranquilidade e não pedir a cabeça do Pinguim para dar um ponto final na história, veio a revelação de que, na verdade, tudo já havia sido orquestrado para que Falcone estivesse  em vantagem estratégica em relação ao grupo liderado por Maroni.

É, Falcone e Fish Mooney decidiram adotar a mesma estratégia, mas parece que é o chefão que vai sair vencedor nesta disputa, afinal, por mais que a garota da Mooney, ou sua arma, como ela prefere chamar, possa ser boa, do outro lado está o Pinguim, ou seja: Falcone é o líder nesta corrida, tendo uma mente engenhosa (e voltada para o mau) para poder acabar com qualquer chance de ser traído e, ao mesmo tempo, saber os passos de Maroni.

Se Gotham já havia começado muito bem, garantindo boas audiências e uma temporada completa, agora, com Penguin's umbrella,  ela parece se consolidar de vez. Ahhh, como é bom ter uma série para se viciar logo de cara!!!

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